quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Um parênteses - Quem és tu?

E quem sou eu? E porque é que isso é relevante?

A verdade é que é relevante. A verdade é que a pergunta me invade a cabeça com frequência.

És uma personagem improvável na minha vida, já to disse, já sabemos, é talvez a base de tudo o que sabemos. Mas mais do que isso, és talvez aquilo que menos tenho. E no meio de tudo o que és e não és, tens e não tens, tens o mais importante, e talvez uma das poucas coisas indeléveis na minha vida: o meu amor.

És complicada. Quando tens ciúmes, afastas-me, como se os medos fossem a realidade e a realidade se fosse transformar no teu maior medo. Estabeleces o worst case scenario como o real case scenario. E portanto punes-me preventivamente, como se o Eu real pudesse de alguma forma controlar o Miguel que vive na tua cabeça, no teu medo. Não duvido que um dia vais ter um pesadelo que me envolva, e eu vou acordar com uma almofada na cara e com gritos teus. Espero que nesse momento me deixes abraçar-te e dizer-te que nunca te vou deixar, e que o meu maior medo é perder-te.

És o amor da minha vida. Tu sabes. És a pessoa que mais quero. Tu sabes. És a pessoa que amo. Tu sabes. E no entanto, sabes?

Eu compreendo-te. Falares num rapaz, quem quer que seja, mexe comigo, embora eu saiba que nada tenho a temer. Mas sei que as segundas intenções existem, e a ideia de olharem para ti, e........ Não posso ser mais sincero que isto. Eu sei como te sentes. 

Há uma luz que acende, em alguma parte do mundo, sempre que eu penso em ti. Sabes como se chama? O sol.

Só te queria poder abraçar, e dizer que não vou a lado nenhum. Só te queria poder beijar e dizer que és a única que quero, preciso e desejo. Só te queria dar a mão e explicar-te que onde quer que esteja, vou ter saudades tuas. Só queria sentir o teu calor e mostrar-te que sem ti não sou feliz.

Por tudo aquilo que já passaste, tornaste-te uma pessoa insegura. Sofres para não sofreres. Infliges a ti própria a dor de afastares quem é importante para que não tenhas de correr o risco de os perder. Gostar de alguém é ser vulnerável, é um estado de perigo, porque abrimos o nosso coração e entregamo-lo a alguém que, inerentemente, terá o poder de o tratar bem ou mal. E os sentimentos, para ti, são como uma corda muuito fina sobre um abismo muito alto e tenebroso.

Prometo que vou estar ao teu lado para atravessares esse abismo. Prometo que vou ficar ao teu lado mesmo quando tremeres. Para sempre, se tu quiseres. Juntos conseguimos.

Dás-me a tua mão?

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